Decidi ler "As Filhas do Segundo Sexo" exclusivamente por causa do escritor, Paulo Francis. Como em Cinema, às vezes, me vejo em obrigação de conhecer as figuras tão aclamadas pelo conhecimento crítico. Nao sei muito sobre a figura de Paulo Francis, apesar de saber sobre o seu papel polêmico no mundo jornalístico. Sempre ouvi falar de Francis como aquele que dizia muito mais do que deveria. Ele é história para mim. E ele me assusta. Essa novela é baseada no livro "O Segundo Sexo" de Simone de Beauvoir. Abri "As Filhas do Segundo Sexo" com expectativas que foram muito além. Já de antemão o livro contém tons proibidos para mentes ingênuas e moralistas. São dois contos, duas mulheres, "Mimi, vai à guerra" e "Clara, clarimunda", duas personagens que transitam na elite brasileira da década de 60. Ainda não conheço Clara. Por enquanto, só Mimi, que é amante de um homem rico, cheio de negócios obscuros, e casado com uma mulher que é apenas um símbolo de ostentação. A leitura transita entre os diálogos que Mimi tem com uma amiga, sua posição como amante e seu passado. Diálogos em uma narrativa misturada, sem muita linha temporal demarcada. Mimi é burra e, por isso, a insentamos de todo o mal que ela comete. No conto, podemos culpar todas as pessoas que estão ao seu redor, pela maneira com elas agem com Mimi - ou isso é mero cenário da elite. O negócio é que essa é a sua guerra, e obscura. Gostaria de saber se ela consegue sair viva ou humana, porque machucados já são muitos. E depois, conheço Clara...


1 comentários:
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