terça-feira, dezembro 08, 2009

Um ano sobre viagens

Gosto do cosmopolitismo do Nobel de Literatura, eles não só consideram a qualidade, mas também a relevância que as palavras do escritor possui para o cenário mundial. Então, em 2009 a escritora romeno-alemã Herta Muller ganha o Nobel. O que coincide com os 20 anos da queda do muro de Berlim e também com a atual situação dos romenos na união européia, sem contar com a perseguição nazista. Então, Muller está aí nessa meiúca problemática do século 20. Engraçado que ao longo desse ano tivemos inclusive livros sobre a situação alemã, sempre sinto que o tema não se esgota. Apesar de que dou minhas palmas ao "A Onda". Mas, a escritora prima por todas as ditaduras e as condena e agora é tempo para condenar tais ataques à humanidade. E é assim que se referem a ela: "com a densidade da sua poesia e a franqueza da sua prosa, retratar o universo dos desapossados". Porém, a escritora irá entrar para a minha possível lista dos "50" de 2010.

Durante 2009 eu li bastante coisa, bastante coisa técnica:f azendo especializacao e relembrando coisas do jornalismo dá nisso. Entao nem citei isso aquim chato e muito direcionado. Mas, agora tirei férias e estou lendo com mais gás. E o papo anterior sobre Herta Muller é para dizer quem, além de Hesse, leio um outro autor que recebeu o Nobel. Também sobre viagens e sobre uma cultura distinta.
O meu 11º, "Entre os Fiéis" de V. S. Naipaul. No começo do século 21 o islamismo virou foco de antenção ao mundo ocidental, por causa dos inúmeros conflitos mundiais que em que eles estão envolvidos e por causa de um estranho resgate moral - enquanto nos amoralizamos. Alegar se estão certos ou não, essa não é a intenção do ganhador do Nobel de Literatura de 2001 (ano bem conveniente). Naipaul, anglo-caribenho, fez duas viagens aos seguintes países Irã, Paquistão, Malásia e a Indonésia. O Entre os Fieis corresponde a parte realizada entre 1979 e 1980. E com um segundo livro sobre o que Naipaul vislumbrou no ano de 1995.

Suas palavras são uma tentativa para entender o islamismo, religião a qual o escritor não tinha a menor ideia. Talvez as mesmas impressões que eu tenho nesse momento em que começo a minha leitura. Ele quis visitar os países para ver o pontos comuns e diferentes entre eles.

tem vezes que também estou assim...

...contando com as meias do Anthony e talvez seu short de pijama. Coloco o meu jeans para sair na rua, quando não é o bar da esquina, mas sempre com minha blusa barata, comprada na Taco ou na Renner. E ainda, minha cara nervosa por morar em Curitiba e dividir casa com um gay bipolar. Já acho as mulheres malucas, mas encontrei uma pessoa que sobrepõe os meus sentimentos. Os meus óculos massivos estão aposentados no momento, porque encolheram e apertam a minha cabeça..ou foi minha cabeça que cresceu?

Ilustração da Gemma Correll


quarta-feira, novembro 18, 2009

Desassossego

Ele desapareceu, assim. Eu pensei que talvez ele nunca tivesse existido. As coisas haviam retornado ao que eram antes. Solitárias. Era tudo sonho e as coisas não estavam mais tão bagunçadas por aquela presença. Não era sonho, era alucinação. Porque só desse jeito mesmo para a realidade ter sido daquela forma na minha cabeça. Com a presença dele. Não teria que fazer nenhuma escolha, acumular horas na terapia. Ele desapareceu. Eu fiquei triste, porque me fizera tão feliz em instantes. E, por isso, fazia tanto sentido dele não ter existido mesmo. Fazia sentido eu entrar no ônibus mesmo. Fugir de tudo. Mas, as memórias sempre foram reais. Ele desapareceu. Foi sugado pelas notícias de ontem. E, simples, me deixou com o meu não-amor. Eu estou com as conveniências. Esta não é viagem de lua de mel, é transporte quase pau de arara, para fugir do sertão. Qualquer hora senta um atrevido ao meu lado, propondo casamento só por conveniência. Isso acontece quando as pessoas fogem. Querem qualquer um para matar a solidão. Sempre me dá vontade de gritar no escuro. Mas, dou um jeito de olhar para as estrelas. O bom de ele existir é que dava para encostar no ônibus. Com outros tem que ficar é cabreira. Já peguei avião e nele também é a mesma história, não é coisa de gente granfina mais. Mas, na estrada a gente ganha mais estrelas. Melhor do que formiguinhas, casinhas e a natureza toda mudada. A gente vê de tudo na estrada. Revê os pensamentos, pensa na vida. Pensa na tristeza da não-vida. Pois é ele quem morreu e não tinha como aparecer mais.

10° Livro: Sidarta


Sidarta de Hermann Hesse é um dos primeiros livros a tratar da cultura oriental. Antes mesmo da coisa entrar na moda. É um relato de suas impressões durante uma viagem à Índia em 1922, sobre a tambem expedicao de Siddhartha Gautama, figura extremamente popular indiana. Assim, sendo um personagem livre que foi atras dos ensinamentos do mundo e de si mesmo e, então, ter como Buda o seu mestre. Manteve-se fiel a sua verve e, ao mesmo tempo, conhecendo aspectos de seu arredor, como a paixão. Logo, pelo autor ser alemão, há uma comparação com o depressivo mundo ocidental, com o seu individualismo egoísta e propostas iluministas. Sempre fiel também às características do romance em uma era folhetinesca.

Estou lendo Hermann Hesse por causa de meu pai, que tanto me falou sobre o escritor. Não porque ele é ganhador do Nobel - embora seja só uma brincadeira mesmo, sempre vale a pena experimentar os contemplados. Apesar de que é necessário rever a credibilidade do prêmio, já que Obama ganhou o da paz. Mas, meu pai disse que lia um atrás do outro quando era mais novo. E eu ainda não o conhecia. Enquanto morava na Irlanda o procurei várias vezes, mas não achava nenhuma edição na coleção Penguin - grupo que infelizmente apenas atende ao UK e suas ex-colônias. Mas, o que me surpreendeu no Brasil é que a Saraiva busca o público "cult" brasileiro. Lança coleções de clássicos do cinema em DVD e também promove a indicação de obras da literatura que devem ser lidas. Então, ao lado do Sidarta entramos também o "A Peste" do Albert Camus.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Distrito 9 (9 District)


É o pior filme do ano. A crítica pode aclamar toda a questão aparthaid Alien, tema inédito e moderno. O filme só funciona nos primeiros 20 minutos, que é tempo para conquistar as pessoas. O ator Sharlto Copley está excelente como Wikus Van de Merwe, com sua banalidade estúpida. Depois, eles vão desconquistando. Mas, pelo amor de Deus, não acredito que o Peter Jackson leu o roteiro inteiro, tem que ser considerado que a coisa perde a linha..os diálogos são uma porcaria, as cenas de ação piores ainda. O cúmulo, até com "Jesus" Robocop

terça-feira, outubro 27, 2009

Eu canto, portanto sou esquisito

No programa que descobrem ídolos musicais uma simples dona de casa provoca estranheza no rosto da plateia e do juri. Ela iria tentar a sorte no show de calouros conhecido mundialmente. Mas é esquisita, feia, deslocada do ambiente. E precisa ser padrão, diva olimpiana para cantar? Susan Boyle mostrou que não. Deixou todo mundo hipocritamente emocianado quando liberou a voz. E não é só ela, isso se repete, se repete e se repete, porque depois todo mundo esquece que isso pode acontecer. Antes de Susan, teve o desdentado Paul Pott, e como diz o video no You Tube, "olhar para o rosto desse rapaz e acreditar no que ele faz é praticamente impossível". Depois, deram um jeito de ambos ficarem mais bem apessoados. São herdeiros da feiurinha Edith Piaf, tão encolhida quase parente do corcunda de Notre Dame, mas tão gloriosa como o mesmo apaixonado.

Ser feio é uma afronta á sociedade, uma humilhação ainda maior ser feio e ter talento. Temos tantos escravos da beleza, os que procuram ser "especiais" depois de fortunas gastas em serviços de estética, em plásticas e regime de fome. Eles não podem aceitar a voz de Susan Boyle ao contrário da bunda da Mulher Melancia. Boyle é uma mulher que nunca pinçou a sobrencelha, para citar o mínimo. Ela é aceita em parte, todos acreditam que depois ela vai passar pela transformação, como tantas promovidas por produtos de beleza unidas a programas de televisão.

Mas, eles sempre vão ser esquisitos, embora Carla Perez tenha conseguido fugir desse estigma. Entretanto, eu quero entrar em Glee, série que será lançada pela Fox em 13 de novembro no Brasil. Desde a "Vingança dos Nerds" de 1984 e o massacre em Columbine sabemos o quanto é difícil frequentar as instituições de ensino norte-americanas. O sistema de castas é pior do que o indiano.

Um gay, uma negra, uma judia adotada por um casal homossexual, um cadeirante, uma asiática e de quebra colocam ali sob uma pequena influência cerebral um jogador de futebol americano. Eles estão juntos para formarem um grupo antítese da High School Musical. Poderia ser uma paródia estúpida, igual às que são lançadas todos os anos. Mas é outra história, porque extrapola muito em qualidade e na própria noção de realidade do que é a America hoje em dia. Não é a America da turma descolada de "Friends". Os garotos do Glee Club não só cantam bem, eles possuem uma vida de excluídos. Exemplo disso é o episódio em que Kurt (Chris Colfer), um garoto homossexual em todos o seus poros, decide se juntar ao time de futebol americano. Ele foi pego pelo pai executando uma performance da Beyonce, "I am a single Lady". Posso adiantar que a sua entrada no time foi uma boa contribuição.

E como eles cantam, portanto são esquisitos no ambiente do colégio. Mas é pelo menos uma coisa que acrescenta, recebem a raspadinha na cara todos os dias por uma boa causa. As músicas são perfeitas, eles cantam tanto coisas antigas como a música tema de "My Fair Lady" até Hip Hop.

O mundo dos adultos também não foge ao sistema loseres, pois todos os professores parecem ter um pouco disso por terem acabado ali. O mais normal é o professor de espanhol Will Schuester (Mattew Morrison) que lidera os garotos. É como houvesse uma inversão de papeis, pois a técnica das líderes de torcida Sue Sylvester (Jane Lynch), que anda com sua fúria e agasalho de ginástica, dando conselhos um tanto duros sobre a vida.

domingo, outubro 11, 2009

9 (nôno) livro - As Filhas do Segundo Sexo

Decidi ler "As Filhas do Segundo Sexo" exclusivamente por causa do escritor, Paulo Francis. Como em Cinema, às vezes, me vejo em obrigação de conhecer as figuras tão aclamadas pelo conhecimento crítico. Nao sei muito sobre a figura de Paulo Francis, apesar de saber sobre o seu papel polêmico no mundo jornalístico. Sempre ouvi falar de Francis como aquele que dizia muito mais do que deveria. Ele é história para mim. E ele me assusta. Essa novela é baseada no livro "O Segundo Sexo" de Simone de Beauvoir.

Abri "As Filhas do Segundo Sexo" com expectativas que foram muito além. Já de antemão o livro contém tons proibidos para mentes ingênuas e moralistas. São dois contos, duas mulheres, "Mimi, vai à guerra" e "Clara, clarimunda", duas personagens que transitam na elite brasileira da década de 60. Ainda não conheço Clara. Por enquanto, só Mimi, que é amante de um homem rico, cheio de negócios obscuros, e casado com uma mulher que é apenas um símbolo de ostentação. A leitura transita entre os diálogos que Mimi tem com uma amiga, sua posição como amante e seu passado. Diálogos em uma narrativa misturada, sem muita linha temporal demarcada. Mimi é burra e, por isso, a insentamos de todo o mal que ela comete. No conto, podemos culpar todas as pessoas que estão ao seu redor, pela maneira com elas agem com Mimi - ou isso é mero cenário da elite. O negócio é que essa é a sua guerra, e obscura. Gostaria de saber se ela consegue sair viva ou humana, porque machucados já são muitos. E depois, conheço Clara...

8 (oitavo) livro - Barbies, Bambolês e Bolas de Bilhar de Joe Schwarcz


Me interessei pelo Barbies, Bambolês e Bolas de Bilhar pelo título e por um senso de revista de curiosidades (ir)relevantes. Assim mesmo, pensei que ele fosse mais útil. Claro, hoje tenho mais noção de que a maçã é fundamental para a nossa alimentação diária, assim como o alho e o frango. O primeiro pela questão dos radicais livres e os respectivos pela gripe - então canja é realmente muito boa para combater esse vírus. Além de grandes histórias e curiosidades que acompanham o mundo da química e da vida real. Porém, senti dificuldades para entender o porquê. Consigo confiar em Joe Schwarcs, mas não consigo acampanhar suas expressões, ou seja, a linguagem química. Quiçá pudesse haver uma maneira melhor para alcançar os leigos, já que essa é a proposta do livro. O Schwarcs até escreve de uma forma descontraída, mas a química em si faz mais parte de seu dia-a-dia. Contudo, eu consigo vê-lo em um quadro do Fantástico. E me esforço a comer uma maça por dia.

quarta-feira, setembro 23, 2009

La Bocca de la Verità


La Bocca de la Verità, originally uploaded by Keiloca.

Já estou gasta para isso, não preciso ouvir mais as pessoas dizerem que é preciso, no mínimo, seis meses para se acostumar com um lugar. Então, completo os meus seis meses morando em Curitiba e não sinto que voltei ao Brasil. Posso, também, afirmar que não senti este tempo passar. E não porque estive por aqui aproveitando ao máximo. Apenas soube que seriam seis meses difíceis, ao menos. Mais uma vez morei em um pensionato para mulheres de família e fui convidada a me retirar de lá, não que eu não seja uma mulher de família. O problema era que as regras dali eram piores do que o pensionato das freiras em que eu morei no Rio de Janeiro. E assim, esse é o marco de todos os lugares onde eu já morei. Passar o primeiro semestre em um lugar que não vai ser a minha casa. No Rio eu tive dois desses seis meses. Agora, moro no Batel, um dos bairros mais chics de Curitiba. Moro em uma casinha no fim de um corredor, que está cheio de quartinhos individuais. Não é um lugar horrendo, tem a sua estética da bagunça brasileira. Talvez o dono seja descendente de italianos, porque temos uma cópia, um pouco tosca, da Boca da Verdade (La Bocca della Verittà) de Roma. Ainda não me atrevi a colocar a mão ali, apesar de não tê-la decepada poderia encontrar uma barata e ambas as opções são medonhas. Já digo que é um cortiço no Batel ou uma favela chic mesmo.

Moro com três rapazes, mas não sou a bendita é a fruta daqui. Foi um achado repentino, porque de repente estava de mudança. Mas, de certa forma perfeito. Porque estava cansada da loucura da grande parte das mulheres. Já basta a minha entre quatro paredes. No fim do corredor encontra-se o meu barraco e dois muquifos em frente. Um de meus vizinhos gosta de escutar heavy metal enquanto lava roupa seu tanquinho do lado de fora, na verdade o banheiro dele também é do lado de fora. Talvez lavar roupa à mão seja mesmo algo pesado, mas não quer dizer que devemos acompanhar o seu ritmo. Assim, fim de semana passado um de meus colegas montou todo o seu aparelho de som na cozinha, com as caixas na janela. Como se fosse uma guerra, sugeri que já que ele gosta de heavy ele deveria odiar o forró eletrônico nortino, dentre outras coisas. Então, rolou forró, heavy metal e mais um pouco até a hora em que finalmente eu tive que sair. Mas antes ainda tive uma ideia melhor, colocar “Somewhere over the rainbow”. Não funcionou muito, ontem ele estava na mesma labuta com uma versão heavy metal de algum funck antigo, tipo eguinha pocotó.

terça-feira, agosto 18, 2009

Frost/Nixon



O filme Frost/Nixon (2008) do diretor Ron Howard é uma aula de jornalismo. Sou jornalista formada e enquanto assistia ao filme me questionei várias vezes sobre a anulação do diploma. Não estudei esse caso em particular, mas tenho ciência dos inúmeros casos de falta de ética cometidos em minha área, principalmente os relacionados à imprensa brasileira. O caso da Escola Base ou o debate entre Lula e Collor feito e editado pela Rede Globo. Assim, me passou pela cabeça em como pessoas “comuns” poderiam exercer como profissionais aleatoriamente.

É claro que nos meios de comunicação sempre existiram aqueles que trabalham não por suas qualificações acadêmicas, mas pelo seu valor “auto-didata” ou ainda porque sabem escrevem e se expressar de maneira carreta. Mas, onde fica a questão da ética? David Frost era um apresentador considerado para não se levar muito a sério, encabeçava um programa na Austrália e, às vezes, na Inglaterra. Fazia entrevistas com celebridades e, ainda, algumas matérias supérfluas de interesse popular. E assim, mantinha um comportamento não tão sério ou preocupado, enfim ele também agia como uma celebridade. Nada que não podemos ver em inúmeros programas na televisão.

Porém, apesar de sua linha vulgar, ele era jornalista formado em uma conceituada universidade inglesa. Ele não era um top model aposentado ou um ex-BBB. Mas, não é por nenhum desses motivos que ele conseguiu agendar a entrevista com Nixon. Isso foi possível porque ele pagou por ela. E daí que entra a questão da ética, como uma entrevista jornalística pode ser paga se ela possui compromisso com a proximidade com a verdade. No próprio filme muitos meios de comunicação criticam essa decisão.

Mas, a entrevista com Nixon seria não só necessária pela sua situação do país, o caso Watergate, seria também um marco para a história da televisão. Então, que se pague. Contudo, os termos foram um pouco além, porque também foi estabelecido um roteiro com restrição de tópicos. Algo comprado e ainda roteirizado. Convenhamos que isso também não sai por menos durante o processo de edição. Nos principais veículos jornalisticos não há tanta honestidade, tanta pureza.

E Richard Nixon, como ele mesmo se auto-clama como um homem público de calibre e que no filme é muito bem conduzido pelo ator Frank Langella. A sua atuação faz com que todos concordemos com suas qualidades de oratória e sentimos uma sincera pena por Frost. Pois, o entrevistador precisa entender o tempo de interrupção, mas o político precisa fugir disso e ainda fugir até do próprio assunto que esta sendo demandado. Nós vemos muito disso por aí, apesar de que entrevistas com o nosso presidente não são tão diferentes das feitas com jogadores de futebol.

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Para quem quiser se extender sobre o assunto, existe mais um filme sobre o papel do jornalismo nesse caso, Todos os Homens do Presidente (1976) com a história dos jornalistas investigativos que trouxeram os fatos ao público.

E ainda, achei a entrevista original no you tube, como está fragmentanda em 6 partes, deixo apenas a primeira como incentivo...